quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Ajudar idoso


Amado filho,

No dia em que este velho não for mais o mesmo, tem paciência e compreende-me.

Quando derramar comida sobre a minha camisa e esquecer como apertar os sapatos, tem paciência comigo e lembra-te das horas que passei ensinando-te as mesmas coisas.

Se, quando conversares comigo, eu repetir as mesmas historias, que sabres de sobra como terminam, não me interrompas e escuta-me. Quando eras pequeno, tive que te contar as mesmas histórias milhares de vezes pra te adormecer.

Quando estivermos juntos e, sem querer, fizer as minhas necessidades, não fiques com vergonha. Compreende que não tenho culpa disso, pois já não posso controlar. Pensa quantas vezes, pacientemente, mudei as tuas roupas para que estivesse sempre limpo e bem cheiroso.

Não me reproves se eu n quiser tomar banho. Sê paciente comigo, e lembra-te das vezes que te persegui e dos mil pretextos que inventei para tomares banho.

Quando me vires inútil e ignorante perante as novas tecnologias, que já não poderei entender, suplico-te que me dês o tempo necessário, e não me agridas com um sorriso sarcástico. Lembra-te que fui eu quem te ensinou tantas coisas. Comer, vestir e enfrentar a vida tão bem como hoje o fazes. Isso é resultado do meu esforço, da minha perseverança.

Se em algum momento, quando conversarmos, eu me esquecer do que estávamos falando, tem paciência e ajuda-me a lembrar. Talvez a única coisa importante para mim, nesse momento seja o fato de te ver perto de mim, dando-me atenção, e não o que falávamos.

Se alguma vez eu não quiser comer, insiste com carinho. Assim como fiz contigo. Compreende também, que, com o tempo, não terei dentes fortes e nem agilidade para engolir.

E quando as minhas pernas falharem, por estarem cansadas, e eu já não conseguir mais equilibrar-me, com ternura, dá-me tua mão para me apoiar, como fiz contigo quanto tu começaste a caminhas com as tuas perninhas tão frágeis.

Se me ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo. Algum dia entenderá que isto não tem a ver com teu carinho nem com o quanto te amo.

Compreende que é difícil ver a vida abandonando, aos poucos, o meu corpo; e que é duro admitir que já não tenho mais o vigor que tinha para correr ao teu lado ou para tomar-te nos meus braços como dantes.

Sempre quis o melhor para ti e sempre me esforcei para que o teu mundo fosse mais confortável, mais belo e mais florido.

Quando me for, construirei para ti, outra rota em outro tempo, mas estarei sempre contigo e zelando por ti.

Não te sintas triste ou impotente por me veres de abalada. Não me olhes com dó. Dá-me apenas o teu coração, compreende-me apóia-me, como fiz quando começaste a viver. Isso me dará forças e muita coragem.

Da mesma maneira que te acompanhei no inicio da tua jornada, peço-te que me acompanhes para terminar a minha. Trata-me com amor e paciência, e eu te devolverei sorrisos e gratidão, com o imenso amor que sempre tive por ti.

Atenciosamente;

Teu velho.


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Ontem eu, Aline, Yasmin e Luana, visitamos o CIAPVI (Centro Integrado de Apoio e Prevenção á Violença contra a pessoa Idosa), para fazermos um trabalho de pesquisa pra matéria de Psicologia Social. No começo, admito, fomos porque a mãe de Luana é a coordenadora - não sei bem se é assim o nome de la - , ou seja, muito mais fácil pra fazer; só que logo quando começamos a ouvir ou relatos, o trabalho e tudo mais fomos ficando cada vez mais interessadas.

É incrível como pensamos que essas coisas - maus-tratos com idosos - era coisa de novela, coisa de outro mundo - mas, o que vimos nos impressionou muito, a realidade esta ali todos os dias para aquelas pessoas que estão trabalhando nesse centro. Percebemos que ninguem quer morrer jovem, mas tão pouco querem envelhecer.

Vimos tudo quanto é tipo de abuso contra idoso, coisa que pensávamos que não existia, como violência sexual com um idoso, até os casos mais típicos como extorsão, negligência ... Percebemos também, que o maior agressor do idoso é o próprio filho, e assim sucessivamente pois aquela criança que vê o pai batendo no avô, quando sair de casa vai fazer o mesmo tipo de coisa com outro idoso e quisá com o próprio pai quando este ficar idoso.Ficamos abismadas e com vontade de ajudar, saímos de la pensando diferente e loucas para trabalhar ali, nem que fosse como trabalho voluntario.

Não quero me reter aqui a muitas informações, porque creio que não adianta nada sairmos contando os casos ruins quando deveríamos estar falando coisas que mudassem a cabeça das pessoas, por isso coloquei o texto acima. No qual é emocionante e eu vou lê-lo amanhã na hora do trabalho.
Beijos pessoas.

terça-feira, 20 de outubro de 2009


.:....O distraído nela tropeçou
O bruto a usou como projétil
O empreendedor, usando-a construiu
O camponês cansado, dela fez acento
Para os meninos foi brinquedo
Drummond a profetizou
Já Davi, matou Golias, e,
Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura.....
em todos esses casos, a diferença não
esteve na pedra, mas no homem!
"Não existe "pedra" no seu caminho que não possa ser aproveitada para o seu próprio
crescimento!"


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Enfim, estou novamente com internet. Quão doce é o cheiro de poder me globalizar e quão ruim será o cheiro dos inumeros livros que vou deixar de ler quando estiver aqui. É nem tudo são mar de rosas.
Deixa eu ver o que eu tenho de novo... Passaram as primeiras provas da faculdade, o Enem foi adiado (novidade, vergonha que nem merece ser colocada aqui), esta tendo um surto de loucos - pelo menos ao meu ponto de vista -, Jornada Sociologa na Ufma, amor xatinho como sempre... rsrs; Ah.. uma pinçadela rápida.
PS: O texto acima, não reconheço a autoria, mas gostei muito.

X.O.X.O

sexta-feira, 18 de setembro de 2009


O Rouxinol e a Rosa

Oscar Wilde


- Ela disse que dançaria comigo se eu lhe levasse rosas vermelhas – exclamou o Estudante – mas estamos no inverno e não há uma única rosa no jardim...

Por entre as folhas, do seu ninho, no carvalho, o Rouxinol o ouviu e, vendo-o ficou admirado...

- Não há nenhuma rosa vermelha no jardim! – disse o Estudante, com os olhos cheios de lágrimas. – Ah! Como a nossa felicidade depende de pequeninas coisas! Já li tudo quanto os sábios escreveram. A filosofia não tem segredos para mim e, contudo, a falta de uma rosa vermelha é a desgraça da minha vida.

- Eis, afinal, um verdadeiro apaixonado! – disse o Rouxinol. Tenho cantado o Amor noite após noite, sem conhecê-lo no entanto; noite após noite falei dele às estrelas, e agora o vejo... O cabelo é negro como a flor do jacinto e os lábios vermelhos como a rosa que deseja; mas o amor pôs-lhe na face a palidez do marfim e o sofrimento marcou-lhe a fronte.

- Amanhã à noite o Príncipe dá um baile, murmurou o Estudante, e a minha amada se encontrará entre os convidados. Se levar uma rosa vermelha, dançará comigo até a madrugada. Somente se lhe levar uma rosa vermelha... Ah... Como queria tê-la em meus braços, sentir-lhe a cabeça no meu ombro e a sua mão presa a minha. Não há rosa vermelha em meu jardim... e ficarei só; ela apenas passará por mim... Passará por mim... e meu coração se despedaçará.

- Eis um verdadeiro apaixonado... – pensou o Rouxinol. – Do que eu canto, ele sofre. O que é dor para ele é alegria para mim. Grande maravilha, na verdade, é o Amar! Mais precioso que esmeraldas e mais caro que opalas finas. Pérolas e granada não podem comprá-lo, nem se oferece nos mercados. Mercadores não o vendem, nem o conferem em balanças a peso de ouro.

- Os músicos da galeria – prosseguiu o Estudante – tocarão nos seus instrumentos de corda e, ao som de harpas e violinos, minha amada dançará. Dançará tão leve, tão ágil, que seus pés mal tocarão o assoalho e os cortesãos, com suas roupas de cores vivas, reunir-se-ão em torno dela. Mas comigo não bailará, porque não tenho uma rosa vermelha para dar-lhe... – e atirando-se à relva, ocultou nas mãos o rosto e chorou.

- Por que está chorando? – perguntou um pequeno lagarto ao passar por ele, correndo, de rabinho levantado.

- É mesmo! Por que será? – Indagou uma borboleta que perseguia um raio de sol.

- Por quê? – sussurrou uma linda margarida à sua vizinha.

_-Chora por causa de uma rosa vermelha - informou o Rouxinol.

- Por causa de uma rosa vermelha? – exclamaram – Que coisa ridícula! E o lagarto, que era um tanto irônico, riu à vontade.

Mas o Rouxinol compreendeu a angústia do Estudante e, silencioso, no carvalho, pôs-se a meditar sobre o mistério do Amor.

Subitamente, abriu as asas pardas e voou.

Cortou, como uma sombra, a alameda, e como uma sombra, atravessou o jardim.

Ao centro do relvado, erguia-se uma roseira. Ele a viu. Voou para ela e posou num galho.

- Dá-me uma rosa vermelha – pediu – e eu cantarei para ti a minha mais bela canção!

- Minhas rosas são brancas; tão brancas quanto a espuma do mar, mais brancas que a neve das montanhas. Procura minha irmã, a que enlaça o velho relógio-de-sol. Talvez te ceda o que desejas.

Então o Rouxinol voou para a roseira, que enlaçava o velho relógio-de-sol.

- Dá-me uma rosa vermelha – pediu – e eu te cantarei minha canção mais linda.

A roseira sacudiu-se levemente.

- Minhas rosas são amarelas como as cabelos dourados das donzelas, ainda mais amarelas que o trigo que cobre os campos antes da chegada de quem o vai ceifar. Procura a minha irmã, a que vive sob a janela do Estudante. Talvez ela possa te possa ajudar.

O Rouxinol então, dirigiu o vôo para a roseira que crescia sob a janela do Estudante.

- Dá-me uma rosa vermelha - pediu - e eu te cantarei a mais linda de minhas canções.

A roseira sacudiu-se levemente.

- Minhas rosas são vermelhas, tão vermelhas quanto os pés das pombas, mais vermelhas que os grandes leques de coral que oscilam nos abismos profundos do oceano. Contudo, o inverno regelou-me até as veias, a geada queimou-me os botões e a tempestade quebrou-me os galhos. Não darei rosas este ano.

- Eu só quero uma rosa vermelha, repetiu o Rouxinol, - uma só rosa vermelha. Não haverá meio de obtê-la?

- Há, respondeu a Roseira, mas é meio tão terrível que não ouso revelar-te.

- Dize. Não tenho medo.

- Se queres uma rosa vermelha, explicou a roseira, hás de fazê-la de música, ao luar, tingi-la com o sangue de teu coração. Tens de cantar para mim com o peito junto a um espinho. Cantarás toda a noite para mim e o espinho deve ferir teu coração e teu sangue de vida deve infiltrar-se em minhas veias e tornar-se meu.

- A morte é um preço exagerado para uma rosa vermelha – exclamou o Rouxinol – e a Vida é preciosa... É tão bom voar, através da mata verde e contemplar o sol em seu esplendor dourado e a lua em seu carro de pérola...O aroma do espinheiro é suave, e suaves são as campânulas ocultas no vale, e as urzes tremulantes na colina. Mas o Amor é melhor que a Vida. E que vale o coração de um pássaro comparado ao coração de um homem?

Abriu as asas pardas para o vôo e ergueu-se no ar. Passou pelo jardim como uma sombra e, como uma sombra, atravessou a alameda.

O Estudante estava deitado na relva, no mesmo ponto em que o deixara, com os lindos olhos inundados de lágrimas.

- Rejubila-te – gritou-lhe o Rouxinol - Rejubila-te; terás a tua rosa vermelha. Vou fazê-la de música, ao luar. O sangue de meu coração a tingirá. Em conseqüência só te peço que sejas sempre verdadeiro amante, porque o Amor é mais sábio do que a Filosofia; mais poderoso que o poder.. Tem as asas da cor da chama e da cor da chama tem o corpo. Há doçura de mel em seus braços e seu hálito lembra o incenso.

O Estudante ergueu a cabeça e escutou. Nada pode entender, porém, do que dizia o Rouxinol, pois sabia apenas o que está escrito nos livros.

Mas o Carvalho entendeu e ficou melancólico, porque amava muito o pássaro que construíra ninho em seus ramos.

- Canta-me um derradeiro canto - segredou-lhe - sentir-me-ei tão só depois da tua partida.

Então o Rouxinol cantou para o Carvalho, e sua voz fazia lembrar a água a borbulhar de uma jarra de prata.

Quando o canto finalizou, o Estudante levantou-se, tirando do bolso um caderninho de notas e um lápis.

- Tem classe, não se pode negar – disse consigo – atravessando a alameda. Mas terá sentimento? Não creio. É igual a maioria dos artistas. Só estilo, sinceridade nenhuma. Incapaz de sacrificar-se por outrem. Só pensa e cantar e bem sabemos quanto a Arte é egoísta. No entanto, é forçoso confessar, possui maravilhosas notas na voz. Que pena não terem significação alguma, nem realizarem nada realmente bom!

Foi para o quarto, deitou-se e, pensando na amada, adormeceu.

Quando a lua refulgia no céu, o Rouxinol voou para a Roseira e apoiou o peito contra o espinho. Cantou a noite inteira e o espinho mais e mais foi se enterrando em seu peito, e o sangue de sua vida lentamente se escoou...

Primeiro descreveu o nascimento do amor no coração de um menino e uma menina; e, no mais alto galho da Roseira, uma flor desabrochou, extraordinária, pétala por pétala, acompanhando um canto e outro canto. Era pálida, a princípio, qual a névoa que esconde o rio, pálida qual os pés da manhã e as asas da alvorada. Como sombra de rosa num espelho de prata, como sombra de rosa em água de lagoa era a rosa que apareceu no mais alto galho da Roseira.

Mas a Roseira pediu ao Rouxinol que se unisse mais ao espinho. – Mais ainda, Rouxinol, - exigiu a Roseira, - senão o dia raia antes que eu acabe a rosa.

O Rouxinol então apertou ainda mais o espinho junto ao peito, e cada vez mais profundo lhe saía o canto porque ele cantava o nascer da paixão na alma do homem e da mulher.

E tênue nuance rosa nacarou as pétalas, igual ao rubor que invade a face do noivo quando beija a noiva nos lábios.

Mas o espinho não lhe alcançava ainda o coração e o coração da flor continuava branco – pois somente o coração de um Rouxinol pode avermelhar o coração de rosa.

- Mais ainda, Rouxinol, - clamou a Roseira - raiar o dia antes que eu finalize a rosa.

E o Rouxinol, desesperado, calcou-se mais forte no espinho, e o espinho lhe feriu o coração, e uma punhalada de dor o traspassou.

Amarga, amarga lhe foi a angústia e cada vez mais fremente foi o canto, porque ele cantava o amor que a morte aperfeiçoa, o amor que não morre nem no túmulo.

E a rosa maravilhosa tornou-se purpurina como a rosa do céu oriental. Suas pétalas ficaram rubras e, vermelho como um rubi, seu coração.

Mas a voz do Rouxinol se foi enfraquecendo, as pequeninas asas começaram a estremecer e uma névoa cobriu-lhe o olhar, o canto tornou-se débil e ele sentiu qualquer coisa apertar-lhe a garganta.

Então, arrancou do peito o derradeiro grito musical.

Ouviu-o a lua branca, esqueceu-se da Aurora e permaneceu no céu.

A rosa vermelha o ouviu, e trêmula de emoção, abriu-se à aragem fria da manhã. Transportou-o o Eco, à sua caverna purpurina, nos montes, despertando os pastores de seus sonhos. E ele levou-os através dos caniços dos rios e eles transmitiram sua mensagem ao mar.

- Olha! Olha! Exclamou a Roseira. - A rosa está pronta, agora.

Ao meio dia o Estudante abriu a janela e olhou.

- Que sorte! - disse - Uma rosa vermelha! Nunca vi rosa igual em toda a minha vida. É tão linda que tem certamente um nome complicado em latim. E curvou-se para colhê-la.

Depois, pondo o chapéu, correu à casa do professor.

- Disseste que dançarias comigo se eu te trouxesse uma rosa vermelha, - lembrou o Estudante. – Aqui tens a rosa mais linda e vermelha de todo o mundo. Hás de usá-la, hoje a noite, sobre ao coração, e quando dançarmos juntos ela te dirá o quanto te amo.

A moça franziu a testa.

- Esta rosa não combina com o meu vestido, disse. Ademais, o Capitão da Guarda mandou-me jóias verdadeiras, e jóias, todos sabem, custam muito mais do que flores...

- És muito ingrata! – exclamou o Estudante, zangado. E atirou a rosa a sarjeta, onde a roda de um carro a esmagou.

- Sou ingrata? E o senhor não passa de um grosseirão. E, afinal de contas, quem és? Um simples estudante... não acredito que tenhas fivelas de prata, nos sapatos, como as tem o Capitão da Guarda... – e a moça levantou-se e entrou em casa.

- Que coisa imbecil, o Amor! – Resmungou o estudante, afastando-se. – Nem vale a utilidade da Lógica, porque não prova nada, está sempre prometendo o que não cumpre e fazendo acreditar em mentiras. Nada tem de prático e como neste século o que vale é a prática, volto à Filosofia e vou estudar metafísica.

Retornou ao quarto, tirou da estante um livro empoeirado e pôs-se a ler...

(Contos de amor do século XIX)


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AH Oscar Wilde, como sempre você me surpreendendo com mais um belissimo texto. Sera que um dia iras cair na normisse? Decepcionar-me iras? Creio que não. Aos corajosos que consiguiram ter fôlego para ler até o final, devem ter tirado algo de 'moral' na história. Como aquilo que julgamos normal, tipo dispensar um carinha que não sai do teu pé, sem simplesmente não parar pra pensar que sacrificios houve por tras dessa história, a quem você ira magoar realmente. O amor se tornando algo banal, algo comprado por joias, algo descartavel. E aqueles que ainda acreditam nele, lutam por ele sempre acabam se sacrificando por ele também, até mais do que o normal. E afinal, o que é o amor? É algo que você pergunta : Você me ama ou não? E dependendo da resposta da pessoa você diz se é amor ou não? Desde quando o amor se resumiu em palavras? Desde quando estou parada no tempo e não senti isso mudar? Será que é por isso que as pessoas andam se apaixonando e desapaixonando tão facil?

Ps: filhazinha da * essa garota, coitado do rouxinol. Haha - não aguentei, sorry!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Caloura ;D

É, pessoas, acho que vocês ja ouviram meus murmurios por ai dizendo que passei no vestibular, não? Se não, não custa nada dizer que eu passei pra ciências socias na Uema. Comecei a cursar segunda-feira (agora), e não estranhei nada - quer dizer, não gostei muito da ausência de cumprimentos dos horarios, tipo como não teremos duas cadeiras esse semestre, ou seja, acumularemos Filosofia e Metodologia. Mas, claro que é mil vezes melhor do que o colegial, ja que la nos mesmos que somos os nossos responsaveis, não tem aquele lenga-lenga de "Vou mandar chamar seus pais" ou "Seus pais precisam vir aqui para uma reunião" ou qualquer coisa do tipo, o que sempre desejei que fosse no colegio. Penso que mesmo a pessoa que ainda cursa ensino médio e ja é maior de idade - ja pode ser preso!- por que não pode resolver seus problemas perante a escola? Odiava com todas as minhas forças quando colocavam o nome da minha mãe naquela época, e falava a famosa frase "Sou maior de idade, ja assumo pelos meus atos" e ouvia a famosa resposta "Você que pensa mocinha, seus pais seram imediatamente informados do que você anda fazendo por aqui". HAHA, vontade de aparecer no Batista agora e rir da cara deles, ah... Também, não temos os famosos "correr de coordenador" ou "professor ja ta na porta da sala e não deixa ninguem sair ou entrar" ou "acabou o recreio -recreio? pátio? abolidos do dicionario - vamos subir antes que ganhemos uma advertência e o professor não nos deixe assistir aula" e por ai vai. Como Glaucia (amiga do Batista e amiga tambem agora da faculdade) : "ei pow, o professor ja ta na porta, não deixa mais ninguem sair" HAHA, fazendo gozação dos nossos tempos na 'prisão' (é ja cheguei a usar esse termo numa discurssão com uma coordenadora da 4° seria, detalhe, eu ja fazia 3° ano. Essas só foi uma das minhas inumeras discurssões com professores e coordenadores do Batista, a proposito, ja disse que chamei meu professor de matematica, no terceiro ano, de babão na cara dele?)

Acontece.. HAHA, ainda mais comigo. Super defendora dos meus direitos - não curto direto, embora o mesmo professor "babão" depois desse dia, tem insistido que eu fizesse esse curso, usando as mesmas palavras "defensora dos meus direitos" -, mas continuo gostando de analizar as pessoas, então ja devem ter noção da minha proxima tentativa na Ufma, psicologia - sim! Mas uma "gia".

Chega de blabla, deixo com vocês. A recepção de boas-vindas dos veteranos para os calouros.
















Glaucia e eu.


PS: Amor, não estou longe de vocêe esses tempos, a unica e insignificante coisa que nos separa fisicamente é a distância, nada que não possa ser superada, nada que não possa ser modificada e organizada. Pois, ah uma ponte maior que nos une. Te amo.

X.O.X.O

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O silêncio como resposta a um insulto tem um significado muito concreto. Qualquer pessoa decente percebe-o. Mas aqui reside o erro de que falo neste último parágrafo: as criaturas - anónimas ou não - que insultam o próximo não são decentes e por isso não compreendem o silêncio como resposta. Se não compreendem as palavras, como hão-de compreender o silêncio? Aquele abaixo dos níveis mínimos de dignidade chega a confundi-lo com vergonha ou cobardia e considera-o uma espécie de sinal verde para continuar a sua prática difamatória. Tenho tentado perceber a confusão e concluí o seguinte: quem insulta quer falar, conversar, resolver qualquer coisa lá sua com um completo estranho, tagarelando, dizendo coisas, usando as palavras como se fossem tijolos. Quando se depara com o silêncio absoluto, fica sem saber o que fazer. Atira os tijolos contra uma parede e, olhando para os cacos, recusa-se a aceitar que se partiram. A questão é apenas afectiva. Vieram bater à porta errada. Não sou a pessoa indicada para tratar os afectos mal resolvidos de estranhos.
Com vontade de reler este magnífico texto da Charlotte.

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Na verdade, estou braba, muit braba. Não era esse o texto que eu queria colocar aqui, iria colocar um texto da minha autoria, sobre os "quase-feio". Só que na hora, não sei o que eu fiz, e apagou tudo que eu ja tinha escrito aqui .-. E acabo de ver, depois que terminei de digitar esse aqui, que o blog o salvou como rascunho. Argh! Orgulhosa como sou, ja sabem exatamente qual eu vou por aqui. Talvez seja um sinal, nunca deixo passar sinais assim que o universo manda pra mim, na maioria das vezes obedeço e imagino o quão ruim poderia ter sido se eu não tivesse o seguido. É como um pensamento positivo, tipo vendo as coisas que eu não fiz por um ângulo negativo, e assim eu sigo observando os sinais que a vida me manda. Esperemos então pelo dia que os colocarei. Rs
Tava pensando aqui na terça-feira passada, quando fui a Uema fazer minha matricula e não tinha nada funcionando porque era feriado. Nam, que feriadinho escroto foi aquele hein? Acho que vou concordar com as velhinhas que sentaram ao meu lado, que disseram "pra que um feriado no meio da semana?". Quando ouvi revirei os olho e pensei "Santa ignorância! Como se o feriado fosse escolher o dia certo pra sempre ter que cair num fim de semana. Nam". Mas, depois fiquei pensando que o comentario delas, realmente não teria sentido, se fosse um FERIADO mesmo. Falando serio, pra que diabos temos um feriado comemorando a Adesão do Maranhão a Independência? Afinal ja não temos o feriado do dia da Independência (palavras do meu sogro, rs) ? Faz sentido fazer um pra dizer o quão fomos retardatarios em proclamar a Independência?
Ja não basta ter que estudar isso? Relembrando agora a aula de Paulo Henrique (professor de história do Batista) escrevendo na lousa "# Adesão do Maranhão a Independência" (2° ano?) - uma pausa ao melhor professor de história que eu ja tive, e olha que não foram poucos, devo a ele meus conhecimentos nessa área - . Voltando ao assunto, como uma faculdade que coloca no site (três dias antes, diga-se de passagem) matriculas do dia 27 ao 31, participa do feriado numa ocasião importante sem nem ao menos colocar uma notificação no site dizendo? Aff, não sei quem foi mais burra, eu ou a Universidade. HAHA

PS: Feliz Aniversario Dill =)

X.O.X.O

quarta-feira, 22 de julho de 2009

" É tão estranho/ Os bons morrem jovens/ Assim parece ser/ Quando me lembro de você/ Que acabou indo embora/ Cedo demais. [...] / Vai com os anjos! vai em paz./Era assim todo dia de tarde / A descoberta da amizade/ Até a próxima vez. É tão estranho/Os bons morrem antes/Me lembro de você/E de tanta gente que se foi/ Cedo demais [...]/ Não é sempre mais eu sei /Que você está bem agora/ Só que este ano/ O verão acabou / Cedo demais." (OS BONS MORREM JOVENS - Legião Urbana)

Ah minha amiga, eu sei que minhas palavras, neste momento, podem parecer banais demais diante de tal situação, nada convencional. Porque mesmo que nos saibamos que todos um dia
irão, nos nunca estamos preparados o suficiente para quando esse dia chegar. E eu sei, oh como eu sei, que você também não estava preparada. Na verdade, nunca estamos preparados
para perder alguem que amamos, alguem que pensamos que ira estar conosco pro resto de nossas vidas. Até um simples fim de um relacionamento nos abala, quem dira um fim assim
bruscamente interrrompido por uma ironia do destino, quando ainda se ha amor por ambas as partes. Queria poder te dar a certeza que a morte não é somente o fim da vida, mas só
de mencionar essa palavra ja me sinto arrepiada, quem dira ter coragem pra falar sobre isso aqui.
Sei que nesse momento, Nanda, a ultima coisa que podera fazer é ler o blog chato da sua melhor amiga. Mas, sei que você o lê, e se chegar a ler quero que saibas que estou plenamente e
incondicionalmente com você, estou sofrendo junto contigo amiga. Por que te acompanho desde os 11 anos? Por que te considero minha melhor amiga pra sempre? Por que sempre estarei ao seu lado?
Por que te amo incondicionalmente?
Sei tambem, Nananda, que prometi escrever sobre nossa amizade aqui, mas jamais esperei que iria escrever por um motivo tão triste. E saibas que tambem não queria estar escrevendo essas
coisas aqui. Mas, onde mais desabafaria? Onde mais colocaria para fora aquilo que sinto?
Não sei como é dor que sentes, Nandinha, nem imagino-me sentido-a. Mas, sei que sinto a dor de te ver assim. Ontem ao abraçar-te queria com força roubar um pouco da sua tristeza para que
você não tivesse que senti-la sozinha. Queria te falar uma poção de coisas, mas não consiguir sussurar mais do que duas frases: "Força amiga. Estarei aqui com você"
E a morte de alguem pode sim ser superada, quando se tem ao lado pessoas que verdadeiramente te amam. E é isso que nos fazemos, nos te amamos.
Sei tambem que o caminho não vai ser facil, nunca é. Mas, Deus tem um proposito pra vida de todos, não O culpe, Ele sempre faz o que é certo, Ele é onipotente e benevolente.


(Em memoria a Luan)

"Uns dois meses antes, em uma tarde sossegada, Chartrand cruzara com o carmelengo vindo por um dos caminhos que cortavam a Cidade do Vaticano. O sarcedote reconhecera Chartrand como um dos novos guardas e convidara-o para acompanhá-lo em um passeio a pé. Não conversaram sobre nenhum assunto em especial, mas o carmelengo fez Chartrand sentir-se imediatamente à vontade.
- Padre - disse Chartrand -, posso lhe fazer uma pergunta esquisita?
O carmelengo sorriu.
- Só se eu puder lhe dar uma resposta esquisita.
Chartand achou graça.
- Já perguntei isso a todos os padres que conheço e continuo não entendendo.
- O que é que você não entende?
O carmelengo ia na frente em passos rápidos, o pé levantando a ponta da batina quando ele andava. Os sapatos eram pretos, de sola crepe, e combinavam com ele, pensou Chartrand, como se refletissem a essência do homem: moderno mas modesto e mostrando sinais de desgaste.
Chartrand respirou fundo.
- Não entendo o que vem a ser uma onipotência benevolente.
O carmelengo sorriu.
- Você anda lendo a Sagrada Escritura.
- Eu tento.
- E está confuso porque a Bíblia define Deus como uma divindade onipotente e benevolente.
- Exato.
- Onipotente e benevolente significa apenas que Deus é todo-poderoso e bem-intencionado.
- Compreendo o conceito. É que parece haver uma contradição aí.
- Sim. A contradição é a dor. A fome, as guerras, as doenças.
- Exatamente! - Chartrand sabia que o carmelengo compreenderia. - Coisas terríveis acontecem neste mundo. A tragédia humana é como uma prova de que Deus não pode ser simultaneamente todo-poderoso e bem-intencionado. Se Ele nos ama e tem o poder de mudar nossa situação, Ele deveria também evitar nossas dores, não é?
- Deveria mesmo? - perguntou o carmelengo.
Chartrand ficou embaraçado. Teria passado dos limites? Será que se tratava de uma daquelas perguntas religiosas que não se devia fazer?
- Bem, se Deus nos ama, se é capaz de nos proteger, Ele deveria, sim. Parece que Ele é onipotente e indiferente ou, ao contrário, benevolente e incapaz de nos ajudar.
- Tem filhos, tenente?
Chartrand enrubesceu.
- Não, signore.
- Imagine se tivesse um filho de oito anos. Você o amaria?
- Claro.
- E faria tudo o que pudesse para evitar que ele sofresse na vida?
- Claro que sim.
- E deixaria que ele andasse de skate?
Chartrand estacou, admirado. O carmelengo parecia singularmente "por dentro" para um sacerdote.
- Sim, acho que sim - disse Chartrand. - Com certeza deixaria que andasse de skate, mas diria a ele para ter cuidado.
- Quer dizer que, como pai desse menino, você lhe daria uns bons conselhos básicos e deixaria que saísse e cometesse os próprios erros?
- Eu não correria atrás dele para mimá-lo, se é o que o senhor quer dizer.
- E se ele caísse e ralasse o joelho?
- Ele aprenderia a ser mais cuidadoso.
O carmelengo sorriu de novo.
- Então quer dizer que, mesmo tendo o poder de interferir e evitar que seu filho sentisse dor, você optaria por demonstrar seu amor deixando-o aprender suas próprias lições?
- Claro, a dor é parte do crescimento. É como aprendemos.
O carmelengo sacudiu a cabeça.
- Exatamente."
Extraído do livro "Anjos e Demônios", de Dan Brown.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

As palavras a seguir foram escritas na tumba de um bispo anglicano (1100 d.C.), nas criptas da abadia de Westminster:

"Quando era jovem e livre, e minha imaginação não tinha limites, eu sonhava em mudar o mundo. Quando fiquei mais velho e mais sábio, descobri que o mundo não mudaria, e assim reduzi um pouco os limites de meu ideal e decidi mudar apenas meu país.

Porém este, também, parecia imutável.

À medida que chegava ao crepúsculo, numa última e desesperada tentativa, procurei mudar apenas minha família, aqueles mais próximos a mim, mas, ai de mim, eles não mudaram.

E agora, deitado em meu leito de morte, subitamente percebo: se eu tivesse apenas mudado a mim mesmo primeiro, então, pelo exemplo, eu teria mudado minha família.

Com sua inspiração e estímulo, eu poderia ter melhorado meu país e, quem sabe até, ter mudado o mundo."


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Estava ausente e nesse tempo fora, vi como me faz falta esse incrivel mundo das palavras (mesmo quando se tem essa sensação estranha, de estar falando sozinha). Vejamos, o que posso eu dizer? Que continuo a mesma garotinha inconstante? A mesma garotinha que as vezes se prende a coisas tão bestas que as fazem tremer só de pensar? A mesma idealista incansavel? A mesma defensora dos fraos e oprimidos.. HAHA, pois bem, vejo que não mudei tanta coisa assim. Tanto que volto novamente com um texto sobre idealizadores, que somente no fim da vida percebem o quão foram desnecessarios.

A vida é estranha, vivemos em compassos acelerados, dilacelerados, cancelados. Quem ja pode ler o Vampiro Lestat de Anne Rice, vê que assim no comecinho do livro, ele trava uma luta constante, quase fica doido, ao chegar a uma conclusão que eu tambem ja cheguei, que no final de tudo, no final da vida, não vai restar nada, só o vazio. Não tem céu, não tem inferno. Nada, tudo que você fez, lutou será apagado de ti, você caira no imenso vazio e não irá descobrir nada. As perguntas continuaram sem respostas, continuaram sendo o que sempre foram: leigas. Isso é de deixar qualquer um, com um nivel diferente de raciocinio, louco. Perdi as contas de quantas vezes ja fui durmir com isso grudado na minha cabeça e depois que li o lvro, senti aliviada, pelo menos não é só eu que me sinto assim.

Bom o que queria dizer, depois desse longo texto, que não é só essa questão do fim que me assombra. Muitas outras assombram minha cabecinha, por isso que disse "
a mesma garotinha que as vezes se prende a coisas tão bestas que as fazem tremer só de pensar?". É estranho, mas continuo sendo a mesma. Talvez ande perdendo minha inconstancia, quem sabe?

PS: Go Go Harry Potter (estreia) !! Go Go Festival de verão (rsrs, comentei dele ano passado, quando fui e não deixarei de comentar esse ano ;D)


X.O.X.O